Big Twitt Brasil 4

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Certamente um BTB memorável. Brigas homéricas, personagens marcantes, performances hilárias em provas ou micos, e uma dedicação gigantesca à competição (claro, tirando algumas exceções, sempre há). Esta 4ª edição veio depois de um recesso de três anos. Desanimado com o jogo desde a terrível 3ª edição, que terminou de forma melancólica, o Boss não parecia muito animado a retomar seu reality, e o jogo ficou parado entre 2011 e 2014. O retorno aconteceu de um momento para outro, em uma decisão intempestiva de seu organizador, que mesmo sem ninguém para auxiliá-lo nos bastidores, resolveu trazer a competição de volta, apenas com o auxílio de Bigato, o vencedor do BTB 2, que viria a ser o substituto do inesquecível Pedro Pial (interpretado por Renato, do BTB 1), na apresentação. Bigato apenas gravava os vídeos, o Boss os editava, e ainda conduzia todas as provas, micos, e condução (complicadíssima) do jogo. Isso tudo em um período em que enfrentava uma doença grave, e isso ninguém sabia. Voltar com o BTB foi uma decisão terapêutica para o Boss.

Bigato deveria ter voltado como participante, já que a intenção era trazer 4 grandes ex-participantes de volta. Ele acabou indo para a apresentação, já que Renato se negou a voltar com o personagem Pedro Pial. No lugar do Bigato entrou Ge, que participou de forma apagada do BTB 3. Foi no BTB 4 que de fato ele mostrou a que veio, sendo um dos grandes personagens desta edição. Os outros ex-engaiolados selecionados foram Bárbara, Lucas El’Losta e Fabi. Bárbara, a transexual causadora e ativista LGBT, que trabalhava na Globo na ocasião, na produção do “Amor & Sexo”, tinha passado pelo BTB 2, também sem mostrar todo seu potencial (na época ela estava fazendo diversas cirurgias, e isso era visto nos vídeos que enviava nas votações, em alguns bastante enfaixada devido às intervenções cirúrgicas). Já nesta 4ª edição ela brilhou, tomou o reality para si, ganhando de cara o apelido de “síndica”. E com razão, ela realmente mandava na bagaça, era muito dedicada, e uma das grandes atrações do jogo. Infelizmente saiu rápido. Sua oponente direta, Fabi, “estreou” no BTB 3 (onde conheceu Lani e casou-se com ela, na vida real). Mas foi no BTB 4 que colocou as asinhas de fora pra valer. Esteve em quase todos os estilingues, mas conseguiu escapar de todos, indo até a final. Já Lucas, que participou brilhantemente do BTB 2, onde foi um dos grandes destaques (rejeição enorme, pela arrogância assumida – ele se gabava frequentemente de ter sido capa da revista Veja), foi uma negação nesta edição, e pediu para sair, num piti ridículo. Outra que saiu junto foi a Ana Paula, desfalcando a gaiola já na segunda semana. Sem novidades, isso costuma acontecer em todas edições (só no BTB 2 isso não aconteceu, por isso o Boss o considera superior ao 4).

Thalles, aliado de Fabi, saiu do jogo também cedo. Mas mesmo ausente, continuava interferindo no jogo, e foi considerado pelo BTB News o grande protagonista do jogo, pela forma como jogava. Teve a ousadia de se rebelar contra o seu próprio grupo, o Papagaios, e acabou obviamente eliminado. Mas jamais esquecido (acabou promovido a administrador do jogo, anos depois, rs). Outros destaques foram Juliene, ou como ficou conhecida: Katia Cega (graças a um vídeo onde aparecia com enormes óculos escuros). Foi a planta mais marcante de todas as edições. Saiu na 1ª semana, mas brigou com a gaiola toda (talvez exceto com a Nicole, a menina voz de veludo que era amiga de todos na gaiola, kkkk). Aliás, quantos apelidos… Kátia Cega, Voz de Veludo, Muçulmana, Salpicão, Maligna, Faca Na Bota… Um BTB com muitos personagens. O destaque maior, porém, não foi um participante em específico, se formos ver agora, anos depois, mas sim o grupo Papagaio. O grupo era formado por Thalles (o rebelde), Rafael, Alex e Anderson. Esse último, malignamente, passou totalmente imune até a grande final, é o único vencedor da história do Big Twitt Brasil que nunca passou pelo estilingue! Quer malignitude maior que essa? Ele foi gênio! Um BTB sensacional. O melhor de todos, dizem.